
Ao todo 5 mil 487 espécies de mamíferos foram estudadas e 1 mil 141 iidentificadas como correndo algum nível de perigo de extinção. O gato-pescador (Prionailurus viverrinus), felino de médio-porte, que habita boa parte do Sudeste Asiático, passou de uma situação de vulnerável para ameaçado. O mesmo ocorreu com a foca (Pusa caspica) do mar Cáspio, que deste 2005 registra uma queda de 60% no nascimento de filhotes. Situação mais complicada enfrenta o lince da peninsula Ibérica (Lynx pardinus), cujo número de indíviduos, estima-se, não passe hoje de 140.Os dados constam da nova lista de espécies em risco extinção da IUCN, lançada nesta segunda-feira no Congresso Mundial de Conservação, em Barcelona. Conhecida como a Lista Vermelha, a relação deste ano avaliou quase 45 mil espécies e apontou que 35% delas correm algum tipo de ameaça e podem desaparecer. A classificação engloba as espécies em oito categorias, que variam entre aquelas que demandam menos preocupação até aquelas que já se extinguiram na natureza, como é o caso da ararinha-azul no Brasil.Em relação à lista de 2007, houve um decréscimo de 1%, algo que, na opinião dos especialistas da IUCN, não pode ser interpretado como melhora, pois a disponibilidade de dados varia ano a ano. O cientista responsável pela avaliação dos mamíferos, Jan Schipper, revelou que não existem dados confiáveis para a avaliação de cerca de 800 espécies da classe. “O número de mamíferos ameaçados pode ser maior e chegar 36%. Precisamos de um esforço maior em pesquisa para saber qual o estado destas espécies”, alertou. Embora o caso dos mamíferos tenha recebido maior destaque na Lista Vermelha deste ano, outras espécies também enviaram sinais de alerta aos conservacionistas. O crocodilo cubano (Crocodylus rhombifer), um réptil de pequeno porte, considerado dos mais ágeis e inteligentes em todo globo, passou da categoria ameaçado para criticamente ameaçado. A razão para isso? Busca por sua pele e carne, cada vez mais valorizada. Notícias mais duras apareceram ainda na relação da IUCN. O rápido declínio da população de anfíbios na América Central, observado desde a década de 90 por conta de uma micose, vitimou a rã de holdridge (Incilius holdridgei), que foi considerada extinta na nova lista.
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